Plano de Saúde da JMU

Março Lilás alerta para prevenção do câncer do colo do útero com vacina contra HPV e exame preventivo

O Março Lilás, campanha dedicada à conscientização sobre o câncer do colo do útero, destaca a importância da vacinação contra o HPV e da realização do exame preventivo para reduzir casos e mortes pela doença.

O tumor se desenvolve na parte inferior do útero e está associado, na maioria das vezes, à infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV), transmitido principalmente por relação sexual.

Como o câncer do colo do útero, também chamado de câncer cervical, costuma não apresentar sintomas nas fases iniciais, o diagnóstico precoce é fundamental para identificar lesões antes que evoluam para um tumor invasivo.

Março também marca o Dia Internacional da Mulher (8), uma data que convida à reflexão sobre direitos, rotina e atenção ao próprio bem-estar. Nesse contexto, campanhas como o Março Lilás abrem espaço para um lembrete importante: o cuidado com a saúde não deve ficar para depois. Atitudes simples, como manter a vacinação em dia e realizar o exame preventivo no momento indicado, fazem parte desse olhar de atenção consigo mesma.

Prevenção combina vacinação e exames

O câncer do colo do útero pode ser prevenido. As principais estratégias são a vacinação contra o HPV e o rastreamento por exames.

A vacina é recomendada para meninas e meninos de 9 a 14 anos, faixa etária em que a resposta ao imunizante é mais eficaz. O imunizante protege contra os principais tipos de HPV associados ao câncer cervical, embora não cubra todas as variantes do vírus.

O uso do preservativo nas relações sexuais também ajuda a reduzir a transmissão do HPV.

Além da vacinação, o rastreamento permite identificar lesões precursoras, que podem ser tratadas antes de evoluírem para câncer.

O exame mais conhecido é o Papanicolau, que analisa células do colo do útero em busca de alterações.

Nos últimos anos, o Brasil passou a incorporar também o teste molecular de DNA-HPV, que detecta diretamente a presença do vírus associado ao câncer cervical e apresenta maior sensibilidade para identificar infecções de risco.

Quem deve fazer o exame

As diretrizes brasileiras recomendam o rastreamento para mulheres e pessoas com colo do útero entre 25 e 64 anos que já tiveram atividade sexual.

Quando o teste de DNA-HPV está disponível e o resultado é negativo, a recomendação é repetir o exame a cada cinco anos.

Onde o teste molecular ainda não foi implantado, o rastreamento continua sendo feito com o Papanicolau. Nesse caso, após dois exames anuais consecutivos com resultado normal, a repetição passa a ser a cada três anos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, programas de rastreamento com cobertura de pelo menos 80% da população-alvo e acesso ao diagnóstico e tratamento adequados podem reduzir em média de 60% a 90% a incidência do câncer cervical invasivo.

Sintomas aparecem principalmente em fases avançadas

Um dos desafios no combate à doença é que os sintomas costumam surgir apenas em estágios mais avançados.

Entre os sinais de alerta estão:

  • sangramento durante ou após a relação sexual
  • sangramento fora do período menstrual
  • sangramento após a menopausa
  • dor durante a relação sexual
  • corrimento vaginal com sangue ou odor forte

 

Nos casos mais avançados, podem surgir dor pélvica, cansaço intenso, problemas nos rins e inchaço nas pernas.

No mês do Março Lilás, o Plano de Saúde da Justiça Militar da União (PLAS/JMU) se soma à campanha nacional de prevenção do câncer do colo do útero e reforça a importância da vacinação contra o HPV e da realização do exame preventivo, conforme indicação clínica e faixa etária.

Como a doença pode não apresentar sintomas no início, a recomendação é manter o acompanhamento de rotina e procurar atendimento médico diante de sinais persistentes, como os descritos nesta matéria.

A consulta com médico generalista ou especialista permite avaliar o quadro e definir a investigação necessária. Em muitos casos, a identificação precoce favorece a condução do tratamento e os resultados.

Para apoiar esse cuidado, o PLAS/JMU orienta o beneficiário na busca por profissionais e especialidades da rede assistencial. A relação atualizada de profissionais, clínicas e serviços credenciados pode ser consultada no site oficial do PLAS/JMU, na aba “Rede Credenciada”, onde é possível pesquisar por especialidade, região e prestador, além de acessar endereços e contatos para agendamento.

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