A campanha Janeiro Branco usa o início do ano como convite para falar de saúde mental e incentivar que a busca por ajuda não fique restrita a momentos de crise. A proposta é chamar a atenção para sinais de alerta e reforçar a prevenção, com foco em hábitos que sustentem o bem-estar ao longo do ano.
“Então, é como se o início do ano, fosse um simbolismo para uma tela em branco, um recomeço”, afirma a psicóloga Aline Alan Guedes do Amaral Cerqueira, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), da Diretoria de Saúde do Superior Tribunal Militar (STM). A campanha é realizada no Brasil desde 2014 e se apoia nesse marco cultural para reduzir o estigma e estimular o cuidado contínuo.
Ansiedade e depressão seguem entre as queixas mais comuns nos consultórios, afirma a psicóloga. “A depressão e a ansiedade são os transtornos mais prevalentes no Brasil e no mundo”, diz ela, observando que as manifestações variam, mas tendem a ganhar peso quando começam a afetar o funcionamento diário.
Para a psicóloga, o gatilho mais frequente para procurar atendimento é o prejuízo na qualidade de vida. Entre os sinais de alerta, estão alterações persistentes no sono (insônia, dificuldade para pegar no sono ou sono em excesso), mudanças importantes no apetite, isolamento social, dificuldade de concentração e queda de produtividade no trabalho ou nos estudos. Quando essas mudanças se repetem e passam a comprometer a rotina, a orientação é considerar acompanhamento psicológico e/ou psiquiátrico.
O peso do estigma
O preconceito e a desinformação ainda funcionam como barreiras, segundo a psicóloga. “A doença mental é invisível”, diz. Para a profissional, o medo de ser rotulado como “fraco” ou “incapaz” faz com que algumas pessoas escondam sintomas de familiares, amigos e no ambiente de trabalho, o que pode atrasar o início do cuidado e agravar o quadro.
Ela ressalta que há recursos para tratar o sofrimento mental, incluindo medicações (quando indicadas) e protocolos psicológicos testados e validados. Na visão da psicóloga, ampliar o conhecimento e o acesso a esses recursos terapêuticos aumenta as chances de restabelecer a qualidade de vida e reduzir o sofrimento.
Prevenção começa na rotina
A psicóloga defende que saúde mental não deve ser vista apenas como tratamento de transtornos, mas também como prevenção. Nesse sentido, o contexto importa: rotina de trabalho, atividade física, lazer, descanso e a qualidade dos relacionamentos influenciam diretamente o bem-estar. Quando essa engrenagem vira uma vida insustentável, explica, os impactos aparecem na saúde física e também na mental.
Entre atitudes práticas, a psicóloga recomenda começar por mudanças possíveis, sem exigir uma rotina perfeita: incluir atividade física, cuidar da alimentação, manter exames em dia e reservar tempo para descanso e lazer. “Não espere adoecer para procurar ajuda, a prevenção é fundamental”, afirma.
PLAS/JMU e o cuidado com a saúde mental
Em sintonia com a campanha Janeiro Branco, o Plano de Saúde da Justiça Militar da União (PLAS/JMU) reforça a importância de tratar a saúde mental como parte do cuidado contínuo. Beneficiários que identifiquem prejuízo na qualidade de vida, com mudanças no sono, apetite, convívio social ou produtividade, podem recorrer à rede credenciada para avaliação e acompanhamento com profissionais de psicologia e/ou psiquiatria, conforme necessidade. A recomendação é não esperar o quadro se agravar para buscar orientação especializada.
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