O Março Azul, campanha dedicada à conscientização sobre o câncer colorretal (de intestino), destaca a importância de hábitos saudáveis e da realização de exames preventivos como principais aliados na redução da incidência e da mortalidade dessa neoplasia maligna.
A doença se desenvolve no cólon ou no reto (regiões finais do intestino) e está diretamente associada a hábitos de vida e fatores ambientais, como o sedentarismo, a exposição a poluentes e a substâncias químicas (o amianto, por exemplo). Por ser silenciosa em suas fases iniciais, o diagnóstico precoce se torna decisivo, permitindo identificar e remover lesões precursoras, como os pólipos, antes que evoluam para uma doença maligna.
Nesse contexto, o Março Azul, que tem no 27 de março o Dia Nacional de Combate ao Câncer Colorretal, reforça um lembrete fundamental: o cuidado com a saúde digestiva não deve ser negligenciado. Atitudes simples, como manter uma alimentação rica em fibras e realizar o rastreamento conforme a faixa etária (geralmente a partir dos 45 anos), histórico familiar ou história pessoal de doenças correlatas (como câncer de ovário, útero ou mama), fazem parte de um olhar atento ao próprio bem-estar.
Prevenção combina hábitos e rastreamento
Grande parte dos casos pode ser evitada com medidas simples e eficazes. Entre as principais estratégias estão:
- Alimentação equilibrada: aumento do consumo de fibras (frutas, legumes e grãos integrais);
- Redução de riscos alimentares: limitar carnes vermelhas (até 500g/semana) e evitar ultraprocessados como salsicha, presunto e bacon;
- Estilo de vida ativo: pelo menos 150 minutos de atividade física por semana;
- Moderação no álcool e abandono do tabaco.
Quem deve fazer o exame?
As diretrizes de saúde recomendam o rastreamento para homens e mulheres a partir dos 45 anos, mesmo que não apresentem sintomas. No entanto, para quem possui histórico familiar, doenças inflamatórias intestinais ou antecedentes pessoais de câncer de ovário, útero ou mama, o acompanhamento deve ser antecipado, conforme orientação médica.
Os principais exames de rastreamento são:
- Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes: Um teste simples que identifica vestígios de sangue não visíveis a olho nu. Se o resultado for positivo, é necessária a investigação complementar.
- Colonoscopia: Considerada o padrão-ouro, permite visualizar o interior do intestino e retirar pólipos (lesões pré-cancerígenas) durante o próprio procedimento, evitando que a doença se desenvolva.
Existem os chamados marcadores tumorais (exames de rastreamento), utilizados principalmente para o monitoramento da doença. Entre eles, destacam-se o Antígeno Carcinoembrionário (CEA), focado no acompanhamento do câncer colorretal, e o CA 19-9, utilizado para monitorar neoplasias de pâncreas, vias biliares e, em casos específicos, também o câncer de intestino.
Sintomas: atenção aos sinais do corpo
Os sintomas costumam aparecer em fases mais avançadas e podem incluir:
- Mudança no hábito intestinal (diarreia ou prisão de ventre persistente);
- Sangue nas fezes (vivo ou escurecido);
- Dor ou desconforto abdominal ou na região anal;
- Gases, cólicas, náuseas ou vômitos persistentes;
- Perda de peso inexplicável e anemia;
- Sensação de que o intestino não foi completamente esvaziado.
PLAS/JMU reforça a importância da prevenção no Março Azul
Em apoio à campanha, o PLAS/JMU destaca o cuidado preventivo e a realização de exames como medidas essenciais para a detecção precoce e a proteção da saúde.
Manter os exames em dia e buscar avaliação médica diante de sinais persistentes são decisões que impactam diretamente o desfecho clínico. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de tratamento eficaz.
Para apoiar esse cuidado, o PLAS/JMU disponibiliza uma rede credenciada com especialistas como coloproctologistas e gastroenterologistas. A consulta pode ser feita de forma prática no site oficial, na aba “Rede Credenciada”, com acesso a contatos e informações para agendamento.
Fonte: Instituto Nacional de Câncer – INCA (https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/intestino)



